RÉU NA MARIA DA PENHA

Justiça mantém prisão de empresário acusado de espancar ex-namorada modelo em Cuiabá

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Justiça mantém prisão de empresário acusado de espancar ex-namorada modelo em Cuiabá

A Justiça de Mato Grosso recebeu a denúncia do Ministério Público Estadual e tornou réu o empresário Alexandre Franzner Pisetta pelos crimes de lesão corporal e violência psicológica contra a ex-companheira, a modelo Stephany Leal Vareiro. Com a decisão, o investigado segue preso preventivamente no âmbito da Lei Maria da Penha.

A acusação foi apresentada na última quarta-feira (28) pelo promotor Anderson Ferreira da Cruz, após a análise de laudos periciais que, segundo o Ministério Público, confirmam as agressões sofridas pela vítima.

Na peça, o MP sustenta que, além das lesões físicas, houve abalo emocional decorrente de um contexto de intimidações, ameaças, humilhações e xingamentos. “As materialidades delitivas foram comprovadas pelos laudos periciais”, registra trecho da denúncia, que não propôs acordo de não persecução penal.

Em informações encaminhadas ao desembargador Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, relator de habeas corpus apresentado pela defesa, o juiz Marcos Terencio Agostinho Pires informou que a denúncia já foi recebida e que os pedidos de revogação da prisão foram indeferidos. O magistrado destacou ainda que os autos aguardam a apresentação de resposta à acusação pela defesa.

Paralelamente, a vítima busca a responsabilização do empresário por um novo fato. A defesa de Stephany protocolou requerimento para que ele também responda por crime de natureza sexual relacionado ao mesmo episódio de violência, ocorrido em maio de 2025. O pedido foi assinado pelo advogado Rodrigo Pouso Miranda e ainda aguarda apreciação judicial.

O caso ganhou repercussão no início de dezembro, quando a jovem, então com 21 anos, tornou públicos registros que, segundo ela, evidenciam agressões físicas e psicológicas. Após audiência de custódia, a prisão em flagrante foi homologada e convertida em preventiva, diante da gravidade dos fatos e do histórico narrado.

Conforme relatado no processo, a vítima descreveu um padrão de comportamento marcado por tentativas de reaproximação alternadas com ofensas e ameaças. Em decisão que manteve a custódia, o Judiciário apontou a necessidade da medida para preservar a integridade física e psicológica da vítima e evitar a escalada da violência. “A segregação cautelar mostra-se essencial para impedir a reiteração delitiva e resguardar a vítima”, consignou o juízo.

Alexandre Pisetta foi localizado pela Polícia Civil e autuado em flagrante por descumprimento de medidas protetivas, ameaça e injúria. Ele permanece à disposição da Justiça enquanto o processo criminal segue em tramitação.