CRIME ABSURDO

DNA foi decisivo para confirmar policial civil como autor de estupro de presa em delegacia

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DNA foi decisivo para confirmar policial civil como autor de estupro de presa em delegacia
Manoel Batista foi preso domingo de manhã no município de Sorriso

Conteúdo/ODOC - O investigador da Polícia Civil Manoel Batista da Silva, de 52 anos, é o policial preso neste domingo (31) acusado de estuprar uma mulher que estava presa dentro da delegacia onde ele trabalhava, em Sorriso ( a 415 km de Cuiabá).

Manoel atua na Polícia Civil de Mato Grosso desde 2001, ocupa o cargo de investigador e recebe salário aproximado de R$ 22 mil.

O caso passou a ser apurado imediatamente após a vítima denunciar que havia sido violentada sexualmente enquanto estava sob custódia do Estado.

A mulher foi ouvida e submetida à coleta de material genético, posteriormente confrontado com o DNA de todos os policiais que estavam de plantão no dia do crime.

Segundo a delegada Laísa Crisóstomo de Paula Leal, o laudo apontou compatibilidade genética entre o material coletado da vítima e o investigador.

“Fizemos o confronto do material genético encontrado com o de todos os policiais que estavam de plantão naquele dia e, infelizmente, um deles testou positivo. O exame confirmou a presença de DNA masculino compatível com o do servidor”, afirmou a delegada.

Com o laudo pronto. a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do investigado e por mandado de busca e apreensão. A Justiça acatou o pedido.

As ordens judiciais foram cumpridas por equipes da própria corporação na residência do policial, no bairro Jardim Aurora. Durante a ação, foram apreendidos arma de fogo, munições e algemas de uso funcional.

“Ninguém vai passar pano”

A Corregedoria-Geral da Polícia Civil acompanha o caso e aguarda o envio dos autos para adoção das medidas administrativas cabíveis.

Em nota, a instituição afirmou que não tolera desvios de conduta e que crimes cometidos por servidores serão apurados com rigor.

“É muito triste para nós enquanto instituição. Sabemos que isso mancha a imagem da Polícia Civil. Mas ninguém vai passar pano. Qualquer conduta ilegal será investigada e, constatados os fatos, vamos cortar o mal pela raiz”, afirmou a delegada responsável.

A Polícia Civil reforçou que a responsabilização de seus próprios integrantes faz parte do compromisso institucional com a legalidade, a dignidade das vítimas e o respeito aos direitos humanos, especialmente de pessoas sob custódia do Estado.