Um crime brutal chocou o nosso estado. O assassinato de Raquel Cattani não é só uma notícia triste… é uma ferida aberta. É uma dor que atravessa famílias, que destrói sonhos, que deixa um vazio impossível de explicar. É o tipo de tragédia que faz a gente parar e pensar: “poderia ter sido com qualquer uma.”
E diante disso, eu pergunto com o coração apertado e com a alma indignada: até quando isso vai continuar assim? Até quando a vida das mulheres vai ser tratada como se fosse descartável?.
Raquel tinha nome. Tinha história. Tinha família. Tinha vida.
E alguém, friamente, decidiu arrancar tudo isso dela.
O feminicídio não é um “caso isolado”. Não é um “acidente”. Não é “fatalidade”.
É uma realidade cruel que cresce diante dos nossos olhos, enquanto muita gente se acostuma, enquanto muitos fingem que não veem, enquanto o sistema continua lento, falho, distante… e, muitas vezes, omisso.
A cada mulher assassinada, não morre só uma pessoa. Morre um futuro.
Morre uma mãe, uma filha, uma irmã, uma amiga.
Morre um pedaço de uma família inteira.
E fica a dor… aquela dor que não tem remédio, que não tem justiça que devolva, que não tem palavra que cure.
Com todo respeito às instituições, eu preciso dizer o que muita gente sente e tem medo de falar: o nosso Judiciário está falhando. Falhando em proteger, falhando em agir com firmeza, falhando em dar resposta real. Porque prender depois que a vida já foi tirada não é suficiente. Justiça não é só punir depois.Alguns vão dizer: “Mas eles pegaram pena máxima.”
E eu pergunto, com sinceridade: isso é justiça de verdade?.
Porque a população não é boba. A gente sabe como as coisas acontecem. Com bons advogados, com recursos, com brechas e com o famoso “bom comportamento”, muitas vezes a pena que parece pesada no papel vira outra coisa na prática. E é nesse ponto que o povo se revolta. Porque não é sobre vingança. É sobre respeito. É sobre proteger vidas. É sobre mostrar que quem destrói uma família inteira não pode simplesmente “seguir o jogo”.
Quando a justiça falha, o criminoso perde o medo.
E quando o criminoso perde o medo, quem vive com medo é a mulher.
Por isso, algo precisa mudar. Urgente.
Não dá mais para aceitar que mulheres continuem morrendo e que, depois de alguns dias de comoção, tudo volte ao normal. Não pode ser normal. Não pode virar rotina. Não pode virar estatística.
Raquel merece justiça. Mas não só ela.
Todas as mulheres merecem viver.
Todas as famílias merecem paz.
E ao deputado Gilberto Cattani, eu seria hipócrita se dissesse que sei o que o senhor está passando. Dor de perda não se explica, e nem se mede. Mas deixo uma palavra de fé e consolo para o senhor e toda sua família, registrada em Apocalipse 21:4:
“E Deus enxugará dos seus olhos todas as lágrimas. Não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque as primeiras coisas já passaram.”
Willian Wancley é estudante de direito, Vice-presidente PLJ estadual e pregador